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Empresas de Valor: Identifique Ações com Potencial de Crescimento Sólido

Empresas de Valor: Identifique Ações com Potencial de Crescimento Sólido

17/01/2026 - 02:00
Fabio Henrique
Empresas de Valor: Identifique Ações com Potencial de Crescimento Sólido

Em 2026, o mercado latino-americano se apresenta como um terreno fértil para investidores que buscam ações com potencial de crescimento sólido. Com um cenário macroeconômico favorável, incluindo inflação baixa e taxas de juros em queda, há oportunidades reais em empresas de valor que combinam fundamentos robustos com múltiplos atrativos.

Este artigo tem como objetivo guiá-lo na identificação dessas joias escondidas, oferecendo uma análise detalhada por setor e país. Vamos explorar desde as grandes corporações brasileiras até as promissoras mid caps em outras nações, sempre com foco em crescimento sustentável e dividendos elevados.

Ao final, você terá ferramentas práticas para tomar decisões informadas e construir uma carteira resiliente. Prepare-se para descobrir como aproveitar este momento único na economia da região.

O Cenário Macroeconômico para 2026

O ano de 2026 promete ser um divisor de águas para os mercados latino-americanos. Com a Selic projetada em torno de 6,5% no Brasil, há um ambiente propício para a valorização de ativos.

A estabilização fiscal e a queda das taxas de juros criam um ciclo virtuoso. Isso desbloqueia o potencial da Bolsa de Valores, especialmente para empresas com exposição doméstica e dívida controlada.

Além disso, a inflação baixa em toda a região reduz pressões sobre os custos operacionais. Utilities e setores defensivos se beneficiam, enquanto o consumo mostra resiliência.

Para os investidores, isso significa que é hora de focar em fundamentos. Empresas com receitas crescendo a 9-10% ao ano e EBITDA em expansão são as mais indicadas.

Vejamos os números-chave:

  • IBOVESPA projetado em 163.357 pontos, com crescimento consistente.
  • Múltiplos de FV/EBITDA entre 6,5x e 6,6x, indicando valuations atraentes.
  • Dividend yields na faixa de 5% a 10%, oferecendo retornos atrativos.

Este contexto macro é a base para identificar ações com alto potencial. Agora, mergulharemos nas empresas específicas que se destacam.

Empresas Brasileiras: O Coração do Potencial

O Brasil domina as recomendações de analistas, graças ao repunte de lucros e valuations descontados. Grandes instituições como Itaú BBA, XP e Morgan Stanley destacam picks nacionais.

Large caps e mid caps brasileiras oferecem uma combinação rara de fundamentos sólidos e crescimento operacional. Setores como financeiro, imobiliário e tecnologia são especialmente promissores.

Para facilitar sua análise, apresentamos uma tabela com as principais empresas recomendadas:

Além dessas, o Itaú BBA recomenda outras como 3tentos no agro e Ânima na educação. No entanto, é crucial evitar empresas com valuations inflados.

  • Magazine Luiza (MGLU3): Desafios operacionais e múltiplos elevados.
  • CSN Mineração (CMIN3): Volatilidade no setor de mineração.
  • Cogna (CI) e Vasta (VSTA): Riscos específicos de mercado.

Focar em empresas com ROE alto e dívida controlada é a chave. Isso protege contra flutuações cambiais e garante resiliência.

Explorando Outras Economias Latino-Americanas

A América Latina vai além do Brasil, com oportunidades em México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru. Cada país oferece setores únicos baseados em suas economias locais.

No México, o consumo e o aeroportuário se destacam. Empresas como FEMSA e WALMEX mostram crescimento consistente.

  • Grupos aeroportuários: ASUR, GAP e OMA, com dividendos elevados.
  • Grupo México: Exposição ao cobre, commodity em alta.
  • Cemex: Setor de construção em recuperação.

Na Argentina, o setor energético é promissor. Vista e Central Puerto oferecem valuations baixos, em torno de 4x EBITDA.

A Colômbia tem picks como Grupo Aval e Grupo Sura, com múltiplos de 9x e potencial no COLCAP. Já o Chile beneficia de baixa inflação.

  • Bancário: Itaú Chile com fundamentos robustos.
  • Retail: Cencosud em expansão.
  • Utilities: Enel Chile e Colbún com perfil defensivo.

No Peru, Scotiabank destaca Alicorp e Inretail para 2026. Essas empresas combinam crescimento de volumes e margens melhoradas.

A diversificação geográfica reduz riscos e amplia oportunidades. Investir em várias economias cria uma carteira mais equilibrada.

Critérios Essenciais para Selecionar Ações

Identificar ações com potencial requer uma abordagem sistemática. Baseie-se em critérios quantitativos e qualitativos para tomar decisões informadas.

Primeiro, analise os fundamentos financeiros. Empresas com receita e EBITDA em crescimento sustentado são prioridade.

  • ROE alto: Indica eficiência no uso do capital.
  • Dívida controlada: Reduz vulnerabilidade em cenários de alta taxa.
  • Exposição doméstica: Protege contra volatilidade cambial.

Segundo, observe os múltiplos de mercado. Valuations descontados, como P/E abaixo de 10x, sugerem oportunidades.

Terceiro, considere os dividendos. Yield entre 5% e 8%, como em Marcopolo, oferece retorno imediato.

Além disso, avalie o setor. Foque em indústrias resilientes, como utilities e consumo básico.

  • Setores recomendados: Financeiro, energia, imobiliário, utilities.
  • Evite: Mineração volátil, exceto picks consolidados como Vale.

Por fim, monitore o contexto macro. Inflação baixa e taxas em queda são catalisadores para a valorização.

Aplicar esses critérios ajuda a filtrar o ruído do mercado. Você se concentra no que realmente importa: crescimento sólido e valor de longo prazo.

Riscos a Considerar e Oportunidades Emergentes

Nenhum investimento é isento de riscos. No cenário latino-americano, é vital estar atento a possíveis adversidades.

Taxas de juros restritivas podem persistir em alguns países, pressionando setores endividados. Inflação acima do esperado também é uma ameaça.

  • Riscos principais: Volatilidade política, flutuações cambiais, crises setoriais.
  • Empresas a evitar: Aquelas com valuations inflados ou desafios operacionais, como listado anteriormente.

Por outro lado, há oportunidades claras. A queda das taxas pós-2027 deve impulsionar setores como financeiro e imobiliário.

Commodities como cobre e lítio têm demanda crescente globalmente. Empresas com exposição a esses recursos, como SQM no Chile, se beneficiam.

Além disso, fusões e aquisições cross-border, especialmente em energia e digital, abrem novas fronteiras. Isso cria valor para acionistas de empresas consolidadas.

Para capitalizar, mantenha um olho no longo prazo. Diversifique sua carteira e rebalanceie regularmente.

Aproveite momentos de correção para comprar boas empresas a preços descontados. A paciência é uma virtude no investimento em valor.

Conclusão: Um Futuro Promissor

A América Latina em 2026 oferece um panorama rico para investidores dispostos a fazer a lição de casa. Com fundamentos macroeconômicos favoráveis e empresas sólidas, há caminhos claros para o crescimento.

Comece analisando as picks brasileiras, depois expanda para outros países. Use critérios rigorosos e esteja ciente dos riscos.

Lembre-se: o sucesso não está em acertar todos os movimentos, mas em construir uma carteira resiliente. Ações com potencial de crescimento sólido são a base para um futuro financeiro seguro.

Inspire-se neste momento único e tome ação. O mercado espera por você, com oportunidades que podem transformar seus investimentos.

Fabio Henrique

Sobre o Autor: Fabio Henrique

Fábio Henrique é economista e analista financeiro no vaimudar.org. Atua na criação de conteúdos sobre crédito, economia e investimentos, buscando promover a educação financeira de forma simples e acessível.